Na inauguração de meu blog, começarei contando um pouquinho da última semana, quando estive em Brasília, assessorando o Presidente da Força Sindical do Rio Grande do Sul, Sr. Cláuido Janta, juntamente com o jornalista Fernando Rosa (ex-coordenador de comunicação do Ministério de Minas e e Energia). Começo falando na 1ª Conferência de Desenvolvimento (CODE) elaborada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IPEA.
Lá estavam os maiores pensadores de macroeconomia do Brasil. Economistas de peso, como a professora Maria Conceição Tavares e o ex-ministro Bresser - Pereira, estiveram por lá debatendo sobre as políticas econômicas necessárias para o desenvolvimento brasileiro, pós-crescimento ocorrido nos últimos 08 (oito) anos.
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| Maria da Conceição Tavares |
Analisar o Brasil neste momento foi uma iniciativa muito inteligente do IPEA, em especial por parte do seu presidente, o economista (e gaúcho) Marcio Pochmann.
A última vez que se pensou desenvolvimento no Brasil foi durante a ditadura, por meio do 1º e 2º Planos Nacionais de Desenvolvimento (PND), ou seja, há 30 (trinta) anos.
O 1º`PND, abrangia uma série de investimentos no campo siderúrgico, petroquímico, de transporte e de energia elétrica, além do PIN (Programa de Integração Nacional). Desenvolveu-se, durante o período, um clima de grande euforia, era tanto o entusiasmo que à época ficou conhecida como o período do "milagre brasileiro": a economia cresceu a altas taxas anuais, tendo como base o aumento da produção industrial, o crescimento das exportações e a acentuada utilização de capitais externos. Em contrapartida, o Governo adotou uma rígida política de arrocho salarial. O "milagre brasileiro" durou pouco porque não tinha bases sólidas para permanecer, o resultado foi o aumento da inflação e da dívida externa.
Já o 2º PND (Governo Ernesto Geisel- 1974 / 1979), enfatizava a necessidade de expansão das indústrias de bens de produção, a fim de conseguir uma sólida infra-estrutura econômica para o progresso econômico-industrial. O Governo assumiu o objetivo de fazer do Brasil uma potência mundial emergente. Nesse período, estimularam-se grandes obras no setor da mineração (exploração do minério de ferro da Serra dos Carajás; extração de bauxita através da ALBRAS e da ALUNORTE), e no setor energético (construção de usinas; ingresso do Brasil na era da energia nuclear marcado pelos acordos feitos com a Alemanha Ocidental para a instalação de oito reatores nucleares no Brasil. Os objetivos do II PND eram audaciosos, e o País não dispunha de condições internas para custear os gigantescos investimentos planejados pelo Governo.
Já o 2º PND (Governo Ernesto Geisel- 1974 / 1979), enfatizava a necessidade de expansão das indústrias de bens de produção, a fim de conseguir uma sólida infra-estrutura econômica para o progresso econômico-industrial. O Governo assumiu o objetivo de fazer do Brasil uma potência mundial emergente. Nesse período, estimularam-se grandes obras no setor da mineração (exploração do minério de ferro da Serra dos Carajás; extração de bauxita através da ALBRAS e da ALUNORTE), e no setor energético (construção de usinas; ingresso do Brasil na era da energia nuclear marcado pelos acordos feitos com a Alemanha Ocidental para a instalação de oito reatores nucleares no Brasil. Os objetivos do II PND eram audaciosos, e o País não dispunha de condições internas para custear os gigantescos investimentos planejados pelo Governo.
Assim, o principal fato observado no CODE foi a preocupação da manutenção do desenvolvimento com sustentabilidade macroeconômica, com preocupação na qualificação profissional e nos investimentos com infra-estrutura para manutenção do crescimento e distribuição de renda, sem falar no amplo debate sobre a guerra cambial.
Maria Conceição Tavares defendeu uma macroeconomia com viés social: “Nem sempre o crescimento significa distribuição de renda. Por isso, o desenvolvimento econômico deve continuar pelo eixo social com políticas universais de educação e saúde, além da política de transferência de renda. Mas não dá para recuar no eixo econômico, não melhorar a indústria, senão vamos virar exportador primário de quinta categoria”.
Não costumo ser um defensor da interferência governamental na economia, mas concordo que, uma política estruturalista é a única forma de manter o atual sucesso econômico brasileiro.

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